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Coisas que fazemos no trabalho e na vida pessoal na hora de se expressar, mas que não deveríamos

Tomando alguns cuidados com as expressões que usamos para nos comunicar podemos evitar conflitos disfuncionais no ambiente de trabalho.


Fazer julgamentos: nossa expressão cotidiana é cheia de avaliações e julgamentos que classificam as pessoas e suas ações como boas, más, normais, anormais, certo e errado, e, muitas vezes, contêm poucos fatos. “Fulano fala mais que o homem da cobra”, “o chefe não está nem aí pra o que a gente pensa”. Muitas dessas frases podem ser reformuladas remetendo-as a fatos circunscritos a situações: “O chefe não está nem aí pra o que a gente pensa” poderia ser expresso da seguinte forma: “O chefe não pediu a nossa opinião durante a reunião de hoje.”


Generalizar: generalização é uma forma muito simplificada de explicar as coisas, além de ser deselegante afirmar, por exemplo, que curitibanos são antipáticos, mulheres falam demais ou são mais organizadas que homens, que as crianças atuais são mimadas, que adolescentes são problemáticos.


Usar palavras e expressões como:

Você sempre, você nunca, toda vez, um milhão de vezes: Quando usamos essas expressões, na grande maioria das vezes, estamos cometendo uma injustiça e afirmando uma inverdade: você sempre se atrasa, você nunca me ajuda, já pedi um milhão de vezes… Tente ser mais específico: “nas últimas 3 reuniões, você chegou atrasado”. Assim a outra pessoa não contestará se defendendo, o que faz mudar o foco do assunto inicial para a atual afirmação supostamente injusta, e vocês podem começar um diálogo baseado em fatos. Quando expressamos apenas os fatos, aumenta drasticamente a probabilidade de sermos ouvidos e compreendidos.


Você me…: o que os outros fazem pode ser o estímulo, mas não a causa de nossos sentimentos. Falando assim você coloca no outro a responsabilidade por seu estado. Mude a perspectiva, ao invés de dizer, “você me irrita”, diga “quando você faz tal coisa, eu fico irritado porque…”, assim você assume a responsabilidade por seus atos e explica qual comportamento o irrita, deslocando o foco da pessoa que é designada como irritante para seu comportamento. Veja a diferença: “ você me irrita quando deixa equipamentos sensíveis sobre a sua mesa e vai para casa no final do dia” e “Fiquei irritada ao ver equipamentos sensíveis sobre a sua mesa porque preciso que fiquem protegidos e acessíveis a outros.”


Expressões vagas, abstratas, ambíguas ou pedidos inespecíficos: formule seus pedidos na forma de ações concretas que os outros possam realizar: “Gostaria de ser eu mesma!”, “quero ser livre” ou “Espero ser tratado com respeito” podem ser interpretados de várias maneiras. Peça o que deseja de forma específica: “Gostaria de poder expressar minha opinião sem ser censurada e criticada por discordar da sua”. “Quero tomar minhas próprias decisões sobre que curso superior realizar”. “Gostaria de ser chamado pelo meu nome, não pelo apelido criado por vocês, o qual considero pejorativo”.


Comparar: afirmar que sob a supervisão do gestor “tal” as coisas eram melhores, que durante a gestão do presidente X a empresa ia bem, que gostaria que o filho mais novo fosse como o mais velho. Como cada pessoa é diferente da outra, fazer comparações não a estimula a se desenvolver, pelo contrário, a deixa frustrada e triste.


Elogiar com a intenção de menosprezar uma terceira pessoa: enaltecer a pontualidade de uma pessoa com a intenção de evidenciar os atrasos de outra não cria cooperação, pelo contrário, cria disruptura, mágoa e afastamento. Elogie o pontual em particular e converse abertamente sobre os atrasos da outra pessoa da mesma maneira.


Rotular as pessoas: usar adjetivos pejorativos para rotular as pessoas não o ajudará a conseguir o que quer. Critique o comportamento, não a pessoa. Fulano é incompetente, seria melhor expresso circunscrevendo o comportamento a determinado período ou atividade. Fulano cometeu falhas técnicas importantes no último projeto é uma forma mais justa e específica de delimitar em quais áreas da vida ele não foi bem sucedido.


Texto originalmente publicado no site da A Grande Escola - março/2018.

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